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A concentração
de riqueza no país é algo alarmante e que aponta para a elevada desigualdade
social. Cerca de 60% da população economicamente ativa ganha, no máximo, até 2
salários mínimos. Somente 4,5% ganha acima de 10 salários. Apesar de ser a
sexta maior economia mundial, o Brasil paga um salário mínimo que está abaixo
de muitas nações pobres do Terceiro Mundo. Em relação aos proprietários rurais,
algo em torno de 1% detêm metade de todas as terras agrícolas disponíveis, e 5%
de ricos controlam 38% da renda pessoal no Brasil.
Outro fator
que deve ser analisado com cautela é a saúde pública. Morrem no Brasil, a cada
dia, cerca de 1000 crianças com menos de 1 ano de idade em função de doenças
que atingem o aparelho respiratório e digestivo, geradas principalmente por
falta de alimentação adequada, condições de higiene e assistência médica
mínima. Aproximadamente 80% das crianças brasileiras sofrem problemas de
desnutrição. Números relativamente altos e que apontam para uma enorme falha do
sistema.
Em se tratando
da educação, o número de analfabetos corresponde a mais de 25% da população
brasileira. Aproximadamente 1/3 das crianças em idade escolar estão fora da
escola. Do total de crianças que ingressam no primeiro ano da escola primária,
praticamente a metade não consegue passar para o segundo ano, e em cada 1000
crianças que entram na escola primária, menos de 5% ingressam na universidade.
Essa realidade
que dilacera a vida de milhões de brasileiros é amplamente ofuscada por um
trabalho de marketing, ao qual procuram maquiar a real identidade do país.
Institucionalizada por sistemas políticos injustos, a opressão é facilmente
reconhecida no amplo quadro de miséria que aflige a maior parte das criaturas
humanas.
No entanto,
chegamos a uma conclusão de que a lógica “natural” daqueles que têm é ter
sempre mais, um conceito que foi erroneamente banalizado ao longo dos tempos e
que não significa sinal de prosperidade, mas de ganância humana. Parece que
todos os dominadores seguem o conselho que Álvaro Paes deu ao Mestre de Avis,
no século XIV: “Dai aquilo que vosso não é, e prometei o que não entendes, e
perdoai a quem não vos errou”. Com isso vemos que o poder é a única sede
insaciável, e aumenta, terrivelmente, com o exercício do próprio poder em
função da sua imposição social.
Parabéns pelo texto. Nosso futuro prefeito! Contamos com você. Beijos.
ResponderExcluirVera Lúcia