
Essas
características são de fundamental importância quando se lança o foco de estudo
sobre a necessidade, ou não, do poder social, culminando na sua legitimidade e
legalidade. Os que negam a necessidade do poder social são designados
genericamente por anarquistas, sendo contrários a um sistema de convivência em
que uns homens estejam subordinados a outros. Atualmente, entretanto, predomina
o entendimento de que o poder é necessário, impondo-se também o reconhecimento
de sua legitimidade, o que se obtém mediante o consentimento dos que a ele se
submetem.
Um é um, dois
é par, três é grupo. Assim se constitui uma sociedade, através de um
determinado grupo de pessoas. Essa relação de convívio social se remete ao
surgimento do poder. O poder ao qual pode ser definido como a faculdade se
diferencia da autoridade que pode ser classificada como uma habilidade. Prevalece
nesse caso aquele que com o poder é capaz de agir e com a autoridade é capaz de
fazer, ou seja, ambos atrelados em prol do bem social.
Ninguém
exerce o poder isoladamente e dele se apossa. Para se difundir o poder é
necessário um grupo ao qual esse poder será destinado. Não se deve ter o poder
como instrumento de elevação ao status social, de dominação da raça humana, ou
como o caminho de sobrepor uma imagem aos seus descendentes. O poder deve ser
entendido como um valor que foi delegado a alguém através de suas competências
para que assim o exerça de maneira democrática e social em relação ao seu povo.
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